A felicidade em meio à impermanência

Relogio em espiral

Há poucos dias li um artigo na web onde o autor dizia para fazer a tarefa que ele dá no final apenas num momento em que eu estivesse me sentindo bem feliz. No mesmo dia vi uma escritora oferecendo um espaço no site dela para outros escritores participarem, enviando textos para que ela analise e publique, mas ela disse: o importante é que o texto seja entusiasmante.

Aí eu parei e percebi que, nos últimos dias, estava difícil de eu me sentir feliz de verdade ou de escrever um texto entusiasmante. Precisava esperar a poeira estressante do trabalho no escritório baixar para eu poder agir.

Porque é assim. Não é porque o seu trabalho é um inferno que você precisa carregar essa carga para outros aspectos da sua vida. Não adianta também querer agir num momento em que você não esteja em equilíbrio consigo mesmo. Continuar lendo

A prática da auto-compaixão: do sofrimento à felicidade em 6 passos

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A gente se acostuma com tudo. Passamos tanto tempo fazendo certas coisas que nem reparamos em como nos condicionamos. Chato é quando o inesperado acontece e você tem que refazer seus planos, parcial ou completamente.

Nosso impulso sempre será reagir. Os instintos de sobrevivência e de autoproteção nos fazem sentir raiva e tristeza contra algo ou alguém que nos fez mal ou que nos decepcionou. Sentimo-nos sozinhos, frustrados, inseguros, com medo, irritados… (escolha um ou mais desses sentimentos e/ou insira a sua sugestão, a lista é interminável).

Tudo vem de uma única origem: nossas expectativas não foram cumpridas ou estamos preocupados com o que pode acontecer.

Ou é o passado que nos atormenta ou é o futuro que nos preocupa. Ou ambos.

Assim, sofremos. Faz parte de ser humano. Mas a forma como lidamos com o sofrimento pode ser trabalhada. Continuar lendo

Onde errei nos hábitos e como voltei a meditar

Cachorro meditando.

Crédito da imagem: The Daily Lama

Preciso confessar uma coisa. Há algumas semanas divulguei dois textos meus sobre meditação, que tiveram um ótimo feedback, e que escrevi num momento em que eu mesmo estava sentindo os benefícios da prática. Eu queria compartilhar isso com as pessoas. Senti claramente a diferença após começar a meditar. Mas como já disse antes, não é algo que se sinta imediatamente após os minutos de meditação; é algo que vem com o tempo, e a prática transformada em hábito.

Meditei por alguns meses diariamente, mas um dia parei. E fiquei sem meditar um bom tempo. Continuar lendo

Pré + Ocupação: a nuvem negra sobre nossas cabeças

Nuvem negra sobre um homem.

Crédito da imagem: Hugh Kretschmer

Aproveitando o tempo chuvoso aqui no Rio de Janeiro enquanto comecei a escrever isso, lembrei de um conceito que ouvi há algum tempo.

Já notou que, quando alguém está de mau humor, preocupado, ou com algum sentimento negativo, é como se estivesse com uma nuvem negra em cima da cabeça?

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Fazendo o que posso, para fazer bem

malabarismo1

Crédito da imagem: ibahia.com

Chegamos ao meio do ano. Seis meses de textos no site, e eu gostaria muito de dizer que tudo que planejei em janeiro foi realizado ou está em andamento, que nada deu errado, que fiz apenas ajustes nas expectativas, que passei só por alguns obstáculos, que as coisas foram bem, dentro do esperado; que tudo vai conforme o planejado.

Bom… Não vai.

Mas não é por isso que eu vou jogar tudo fora.

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Por que torcer pelo mais fraco?

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Vamos deixar de lado por alguns instantes o vexame da nossa seleção, e analisar algo que aconteceu de curioso nessa Copa do Mundo.

Lembra da Costa Rica, a seleção que mais impressionou a todos nós? A zebra que chegou mais longe? Nove entre dez brasileiros torceram pra eles nas oitavas e nas quartas de finais.

Agora vamos lá… Por que costumamos torcer pelo mais fraco? Por que gostamos de ver os fortes perderem?

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Expire…

Roman Mosaic Donated by President Bourguiba

Crédito da imagem: http://commonground.ca/

Esse texto foi escrito por minha esposa Márcia Tondello, uma das razões de minha vida e também uma das minhas maiores apoiadoras. Sem ela, eu provavelmente não estaria escrevendo. Convidei-a para falar de um tema que povoa muitas de nossas conversas em casa: a ansiedade.

A Márcia também escreve. Há mais tempo que eu, e melhor.
Visite os blogs dela: http://mtondello.wordpress.com/http://entretextomeiaspalavras.blogspot.com.br/

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O ídolo que emociona o fã, e vice-versa

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Copas do Mundo sempre são um prato cheio para aqueles que gostam de histórias. Existem aqueles que admiram as que acontecem dentro de campo: o gol mais bonito e o mais inacreditavelmente perdido; a seleção que surpreendeu e a que decepcionou; o jogador que deu uma cabeçada ou uma mordida no adversário… Fatos que, por bem ou por mal, serão eternizados.

Existe também o inusitado que acontece fora de campo, que da mesma forma tem seu lado bom e o ruim. Houve muitas brigas, preços surreais, estrangeiros que vieram pro Brasil e fizeram besteira (ao contrário do que a gente pensa, não é só brasileiro que é mal educado), e por aí vai. Mas eu quero falar sobre um pouco do que eu vi de bom durante essa Copa no Brasil. Continuar lendo

Um homem na cozinha, de consciência tranquila

Homem na cozinha

Crédito da imagem: cantinhobonita.blogspot.com

Um dia desses a rotina em casa mudou. Minha esposa, que vinha atuando como freelancer, com mais folga de horário e mais tempo em casa, precisou aceitar uma proposta de trabalho em horário comercial. Com isso nosso dia-a-dia sofreu algumas alterações.

Nossa filha precisou aprender a se virar sozinha um pouco mais do que antes, minha esposa teve que se readaptar ao ciclo do acorda/trabalha/volta/descansa (com o agravante de pegar um trânsito infernal todos os dias, e não mais de vez em quando), e eu não pude mais aproveitar aquele iniciozinho de noite pra ir pra academia, pois o trânsito prende minha esposa na rua, e alguém precisa preparar o jantar. Continuar lendo