Vou… E, se der medo, vou com medo mesmo

sem medo

Nas próximas semanas estarei dando um passo firme na minha carreira. E dá medo. Mas o medo está servindo para mim como uma alavanca. Vou com a cara e a coragem, e se o medo não for embora, vou com medo mesmo. Continuar lendo

Por que você deveria escrever todos os dias

Crédito: Wikipedia / Leonid Pasternak - "Throes of Creation"

Crédito: Wikipedia / Leonid Pasternak – “Throes of Creation”

No ano passado eu aceitei um desafio, que senti que iria me trazer um certo amadurecimento: escrever, durante um mês, um mínimo de 500 palavras por dia, todos os dias, sem falta. Continuar lendo

Sai, mania de perfeccionismo

Perfeccionismo

Depois que voltei ao trabalho esse ano, ainda me recuperando da cirurgia renal, resolvi diversas pendências acumuladas, mas como essa costuma ser uma época mais tranquila no escritório, em três dias eu resolvi quase tudo. Nesse mesmo período, perdi muito da inspiração para escrever e criar. Conversando com amigos, reparei que, quando somos pegos de surpresa por uma doença ou cirurgia inesperada, é fácil desanimar.

Eu pensava: “não vou conseguir escrever um texto bom”, “não sei sobre o que escrevo”, “não sirvo pra nada”, “meu ano vai ser uma m*”, e mi-mi-mi, blá-blá-blá… Não vou me estender porque dá vergonha. Mas pensei nisso, sim, eu tenho esses momentos.

Ainda bem que o aprendizado dos últimos anos me ajudou a procurar as fontes certas para sair desse buraco. Continuar lendo

Colocando o trem de volta nos trilhos

Trilho de trem

Crédito: lovesphotoalbum.com

Quando decidi sair de férias por uma semana com a família e ir para a casa de amigos em Teresópolis, a intenção era limpar a mente, estar em contato com a natureza e tomar fôlego para 2015. Começar o ano com o pé na porta, e colocar em prática diversos projetos pessoais.

De fato a semana foi especialmente boa. Nossos amigos moram em meio à natureza, bem longe da poluição sonora da cidade, e tivemos bons momentos, especialmente na virada do ano. Fiquei mais próximo de minha filha e esposa, interagi com pessoas que não conhecia, e me diverti que nem criança.

Na sexta-feira do final de semana em que voltaríamos, acordei com uma pequena cólica renal. Tomei analgésicos e fiquei com dor de cabeça quase aquele dia inteiro, e ao dormir, disse à minha esposa: “só voltamos pro Rio amanhã se eu melhorar”.

1h40 da manhã acordei com a dor de novo. Tomei remédios e a dor não passou. Por volta de 4h, eu estava na emergência do Hospital das Clínicas de Teresópolis. Pela manhã fiz exames e uma tomografia indicou que eu tinha um cálculo que precisava ser removido do rim esquerdo, além de uma pedra na vesícula. À tarde eu era o mais novo paciente internado naquele hospital.

Meus planos para o início de 2015 precisavam ser adiados. Continuar lendo

Felizes segundos novos

Feliz 2015

Crédito da imagem: happynewyearimages.net

 

Tirei alguns dias em casa, longe do trabalho, para limpar um pouco a cabeça e curtir mais a família. Vamos para a casa de uma amiga em Teresópolis, distante dessa loucura e barulheira da capital, e lá espero relaxar ainda mais, em contato com amigos e com a Natureza.

É bom estar mais consciente de mim mesmo, sem as preocupações de tarefas, contas a pagar, etc, por pelo menos alguns dias, mesmo que seja nessa época de Natal e virada de ano, quando as coisas se acalmam no escritório e eu posso me afastar de lá mais tranquilamente. O melhor seria viajar um mês inteiro, quando houvesse menos gente na estrada e nos aeroportos, mas agora não dá, então fica pra depois.

Nesse período de calmaria, tenho tentado não pensar muito em projetos, desafios e planos pra 2015, e realmente descansar a mente. Mas de vez em quando me vem uma ideia na cabeça. Volta e meia lembro do que planejei fazer em 2014 e não fiz. Tudo bem: sem ressentimentos nem arrependimentos, mas são coisas que, quando eu leio e vejo que ficaram apenas como palavras que não se tornaram ação, me fazem querer descobrir a razão de terem ficado só no papel.

É muito fácil chegar no último dia de dezembro e esperar que o ano novo seja melhor. Colocar roupa de uma cor específica pra dar sorte, comer doze uvas, colocar um saquinho de lentilhas na carteira, pular onda do mar – isso tudo pode até funcionar de alguma forma, acreditar nisso pode ajudar, mas o que realmente vale é AGIR no ano que se inicia. Continuar lendo

Seguimos juntos em 2015

No último dia de 2013 escrevi sobre meus últimos réveillons e o que eu esperava do novo ano. Esse texto inaugurou meu blog. Eu já sabia então que no final de 2014 eu olharia para trás e me surpreenderia, mas não fazia a menor ideia do que iria acontecer. Só sabia que precisava definitivamente buscar a realização de meus sonhos, e que o percurso à frente seria no mínimo interessante. Continuar lendo

Até mais, meu pai

Três gerações em uma foto - Pindamonhangaba, 2006

Três gerações em uma foto – Pindamonhangaba, 2006

Nessa semana perdi meu pai. Há alguns anos ele lutava contra problemas renais, de visão, diabetes… infelizmente ele não resistiu e faleceu anteontem.

Não éramos tão próximos. Meus pais se separaram na minha infância, e de lá para cá não tive muito contato com ele. Independente disso, nunca tivemos grandes desavenças. Sempre respeitei o homem que ele foi, um pai rígido mas amoroso, e trabalhador árduo desde que saiu cedo da casa dos pais para tentar a vida sozinho. Continuar lendo

A aceitação que leva à coceira na alma

itchback

Tem gente que ouve a palavra “aceitação”, e pensa que aceitar é deixar que pisem na sua cabeça. Que decidam as coisas por você. Que o universo vai definir o que vai ser a sua vida, e que não se pode fazer muito a respeito para virar a mesa (não só você PODE virar a mesa, como DEVE).

Aceitação não deve ser submissão nem acomodação. Quando se entende o conceito mais coerente do “aceitar”, tudo passa a fazer um pouco mais de sentido. Tudo de bom, e tudo de ruim também.

Continuar lendo