A praia deserta da minha imaginação

Praia deserta

Fechei os olhos e fui pra lá.

Quando levantei mentalmente minhas pálpebras, estava na praia que eu tinha imaginado. Era um dia ensolarado, mas fresco. Eu estava vestido com uma blusa e calça brancas, de tecido leve. Meus pés descalços tocavam a areia, levemente úmida e quase tão branca como minha roupa.

Era como uma ilha deserta. Olhei para a esquerda da orla, depois para a direita, e não vi pessoas nem casas. As pequenas ondas que iam e vinham do mar chegavam perto de meus pés, mas não me tocavam. O mar estava calmo, e a arrebentação estava distante dali. Atrás de mim, vegetação, floresta fechada. Acima, céu azul, sem nuvens. Só azul, para todos os lados.

Mas eu sentia a luz do Sol e escutava o som do mar. O resto era o resto. Continuar lendo

A felicidade em meio à impermanência

Relogio em espiral

Há poucos dias li um artigo na web onde o autor dizia para fazer a tarefa que ele dá no final apenas num momento em que eu estivesse me sentindo bem feliz. No mesmo dia vi uma escritora oferecendo um espaço no site dela para outros escritores participarem, enviando textos para que ela analise e publique, mas ela disse: o importante é que o texto seja entusiasmante.

Aí eu parei e percebi que, nos últimos dias, estava difícil de eu me sentir feliz de verdade ou de escrever um texto entusiasmante. Precisava esperar a poeira estressante do trabalho no escritório baixar para eu poder agir.

Porque é assim. Não é porque o seu trabalho é um inferno que você precisa carregar essa carga para outros aspectos da sua vida. Não adianta também querer agir num momento em que você não esteja em equilíbrio consigo mesmo. Continuar lendo

A prática da auto-compaixão: do sofrimento à felicidade em 6 passos

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A gente se acostuma com tudo. Passamos tanto tempo fazendo certas coisas que nem reparamos em como nos condicionamos. Chato é quando o inesperado acontece e você tem que refazer seus planos, parcial ou completamente.

Nosso impulso sempre será reagir. Os instintos de sobrevivência e de autoproteção nos fazem sentir raiva e tristeza contra algo ou alguém que nos fez mal ou que nos decepcionou. Sentimo-nos sozinhos, frustrados, inseguros, com medo, irritados… (escolha um ou mais desses sentimentos e/ou insira a sua sugestão, a lista é interminável).

Tudo vem de uma única origem: nossas expectativas não foram cumpridas ou estamos preocupados com o que pode acontecer.

Ou é o passado que nos atormenta ou é o futuro que nos preocupa. Ou ambos.

Assim, sofremos. Faz parte de ser humano. Mas a forma como lidamos com o sofrimento pode ser trabalhada. Continuar lendo

Onde errei nos hábitos e como voltei a meditar

Cachorro meditando.

Crédito da imagem: The Daily Lama

Preciso confessar uma coisa. Há algumas semanas divulguei dois textos meus sobre meditação, que tiveram um ótimo feedback, e que escrevi num momento em que eu mesmo estava sentindo os benefícios da prática. Eu queria compartilhar isso com as pessoas. Senti claramente a diferença após começar a meditar. Mas como já disse antes, não é algo que se sinta imediatamente após os minutos de meditação; é algo que vem com o tempo, e a prática transformada em hábito.

Meditei por alguns meses diariamente, mas um dia parei. E fiquei sem meditar um bom tempo. Continuar lendo

Pré + Ocupação: a nuvem negra sobre nossas cabeças

Nuvem negra sobre um homem.

Crédito da imagem: Hugh Kretschmer

Aproveitando o tempo chuvoso aqui no Rio de Janeiro enquanto comecei a escrever isso, lembrei de um conceito que ouvi há algum tempo.

Já notou que, quando alguém está de mau humor, preocupado, ou com algum sentimento negativo, é como se estivesse com uma nuvem negra em cima da cabeça?

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Fazendo o que posso, para fazer bem

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Crédito da imagem: ibahia.com

Chegamos ao meio do ano. Seis meses de textos no site, e eu gostaria muito de dizer que tudo que planejei em janeiro foi realizado ou está em andamento, que nada deu errado, que fiz apenas ajustes nas expectativas, que passei só por alguns obstáculos, que as coisas foram bem, dentro do esperado; que tudo vai conforme o planejado.

Bom… Não vai.

Mas não é por isso que eu vou jogar tudo fora.

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Por que torcer pelo mais fraco?

costarica

Vamos deixar de lado por alguns instantes o vexame da nossa seleção, e analisar algo que aconteceu de curioso nessa Copa do Mundo.

Lembra da Costa Rica, a seleção que mais impressionou a todos nós? A zebra que chegou mais longe? Nove entre dez brasileiros torceram pra eles nas oitavas e nas quartas de finais.

Agora vamos lá… Por que costumamos torcer pelo mais fraco? Por que gostamos de ver os fortes perderem?

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Expire…

Roman Mosaic Donated by President Bourguiba

Crédito da imagem: http://commonground.ca/

Esse texto foi escrito por minha esposa Márcia Tondello, uma das razões de minha vida e também uma das minhas maiores apoiadoras. Sem ela, eu provavelmente não estaria escrevendo. Convidei-a para falar de um tema que povoa muitas de nossas conversas em casa: a ansiedade.

A Márcia também escreve. Há mais tempo que eu, e melhor.
Visite os blogs dela: http://mtondello.wordpress.com/http://entretextomeiaspalavras.blogspot.com.br/

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